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A escolha da forrageira para a formação de pastagens

No Brasil tropical existem mais de 100 milhões de hectares com pastagens cultivadas, mas estimativas de pastagens degradadas variam de 50 a 80% para os biomas Cerrado e Floresta Tropical. Esses são dados alarmantes, mas produtores vêm lançando mão de técnicas de conservação, correção e adubação do solo, estabelecimento e manejo de pastagens, e usando novas cultivares de forrageiras, para solucionar esse problema.

Mas como abordar a escolha da forrageira? O primeiro passo é definir o objetivo da pastagem a ser formada: se pasto para cria, recria ou engorda de bovinos, fenação ou ensilagem. O ideal é que o produtor opte por diversificar suas pastagens assim ele diminui a vulnerabilidade da propriedade quanto à queda de produtividade e outros riscos típicos da monocultura. A diversificação permite uma utilização muito mais racional dos diferentes tipos de solo e permite o uso estratégico das pastagens: categorias animais de maior exigência em pastos melhores, alternância respeitando o período de florescimento, etc. O criador que tiver áreas plantadas com variedades diferentes não ficará sem opção porque sempre terá pastagens em boas condições.

As alternativas para solos de menor fertilidade são a Brachiaria decumbens cv. Basilisk e o Andropogon gayanus cv. Planaltina, ambos rústicos e bem adaptados aos solos ácidos e pobres dos cerrados. Como vantagens têm o crescimento rápido, o bom acúmulo de forragem e palatabilidade. A B. decumbens compete muito bem com plantas invasoras e cobre bem o solo por ter crescimento estolonífero. A desvantagem é a suscetibilidade às cigarrinhas-da-pastagem. Já o andropógon é resistente a esses insetos, mas sofre ataque de formigas e a formação e manejo da pastagem é mais difícil por ter sementes leves e entouceirar e deixar espaços vazios. A B. humidicola é também recomendada para solos fracos, mas mais especialmente para uso em várzeas sujeitas à inundação temporária. São duas as “humidicolas” no mercado: a comum e a cv. Llanero (erroneamente chamada de dictioneura). Uma terceira, cv BRS Tupi deverá chegar ao mercado nesse ano. A verdadeira B. dictyoneura é outra espécie, que difere da B. humidicola por não ser estolonífera.  O valor nutritivo dessas duas é inferior a braquiarinha e ao andropógon, mas a tolerância a solos úmidos faz dessas a alternativa mais utilizada pelos fazendeiros. Se plantadas com Arachis (amendoim forrageiro), leguminosa bem adaptada a áreas úmidas, a qualidade da pastagem é sensivelmente melhorada e o ganho animal esperado é maior. Outra opção para áreas úmidas e pouco férteis é o capim Pojuca (Paspalum atratum), planta cespitosa de folhas macias, mas passa rápido por isso requer pastejo a cada 20-28 dias para manter a qualidade.

Forrageiras para solos de média fertilidade incluem a B. brizantha cvs. Marandu, Xaraés e BRS Piatã e a B. ruziziensis, essa última largamente utilizada como palhada em áreas de integração lavoura-pecuária devido a rápida formação e cobertura do solo, qualidade da matéria orgânica produzida e incorporada ao solo e facilidade de secagem por herbicidas.Sua suscetibilidade às cigarrinhas, ao frio e a seca a torna menos apta a pastagens permanentes. Entre as cultivares de B. brizantha, a cv. Xaraés é a que dá maior capacidade de suporte, e a cv. BRS Piatã dá o maior ganho individual. Essa é a mais precoce no florescimento, seguida da Marandu e por fim a Xaraés, permitindo um manejo estratégico para uso de cada uma no estágio vegetativo de maior qualidade.

Forrageiras para solos férteis ou para manejo intensivo incluindo adubações de manutenção são Panicum maximum, cvs. Tanzânia, Mombaça e Massai, e os capins elefante com uma miríade de variedades (Napier, Cameroon, Taiwan, etc.). As B. brizantha também se prestam à intensificação, desde que adubadas, mas com menores ganhos. Os panicuns são geralmente usados em pastejo rotacionado e o capim elefante, como capineira. As cvs. Tanzânia e Mombaça praticamente se equivalem em ganho de peso por área e por animal, mas a primeira é de mais fácil manejo por apresentar mais folhas e menos colmos. O capim Massai é de porte mais baixo e cobre melhor o solo, mas o ganho por animal e por área é inferior às outras duas cultivares. É bem consumido por eqüinos e ovinos. O capim elefante é normalmente plantado por mudas e por isso muito mais utilizado para gado leiteiro. É o capim de maior produtividade, mas é suscetível às cigarrinhas.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=21175&secao=Colunas%20e%20Artigos

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